Insônia

Meu travesseiro engole minha cabeça

E suga meus pensamentos

A cada baforada quente.

 

Minha espinha se espreme e torce

Como se quisesse escoar

O fundo do inconsciente.

 

A escuridão ilumina caminhos,

Curvas, bifurcações e ruas sem saída

Da cidade de um só habitante,

Como um farol que cega e paraliza.

 

Me viro e reviro,

Torço e distorço,

Me emaranho e transpiro

E me debato para não me afogar.

 

Os olhos fechados enchergam bem perto

E a boca grita só para ela escutar.

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