Visita

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Dessa fiel amiga

Não sei o rosto.

Sei o gosto,

Sabor de lágrimas.

 

Quando vem, chega tarde,

Para pernoite.

 

Apressa regresso, por saudade,

Depois que parte.

 

Que angústia é o seu abraço quente!

E que vazio vem em sua liberdade!

 

Mania humana, essa de acostumar-se.

Fazer tradição até mesmo da dor.

 

Pois antes a familiar escuridão

A uma incômoda luz que brilha, entre os dedos da mão.

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