A um tímido

Esse é pra você.

Que anda na rua de olho na calçada.

Que assiste a conversas

Com um sorriso blasé.

Que morre de medo

De incomodar alguém.

Que dá uma risadinha frouxa

De olhar baixo

A quem foi grosso com você.

Como queria ter dito

As palavras audaciosas,

Das horas depois…

Mas só de pensar nisso,

Tem o rosto quente.

Ninguém entende

Que lá por não dizer nada

Não significa

Que nada tenha a dizer!

E fica pensando

Se te acham um porre.

Sem graça, insosso.

Você nada tem que provar a ninguém.

Merecedor do seu melhor

É só quem resolveu

Querer te conhecer bem.

Ah, mas como eu queria

Dançar aquela música,

Responder pergunta em aula,

Piscar pra alguém.

E nossa,

Como já me doeram as bochechas

De tanto querer ser simpática!

E pra desinibir, a cerveja que já tomei…

Talvez você também.

Quero lhe dizer

Que com o tempo melhora.

Se não se solta,

Tampouco se importa.

Tem quem te adora.

Mantenha-se o eterno mistério.

Esse é o seu jeito.

Eu estou contigo

Na busca de se querer.

Já dizia Frida,

“É verdade.

Eu estou aqui,

E sou tão estranha

Quanto você.”

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